Popularidade

Bolsonaro deveria fazer o teste: Não de Covid, mas de popularidade. Vá a um hospital, recomendo

O verdugo do Planalto Central adora posar de valentão, cabra-macho, mas deveria sair às ruas, ir a um hospital e testar sua popularidade.

Por Hélder Loureiro Pegado

27/03/2021 às 14:23:00 - Atualizado há

O amigão do peito de Fabrício Queiroz imagina-se o presidente mais amado e popular da história. Vive passeando por locais e cidades Brasil afora, sempre ovacionado por centenas de admiradores. Ao que tudo indica, pelas imagens que sua rede na internet divulga, é de fato um mito. Mas, será que é isso mesmo?

Desconheço um político de expressão nacional que ande tranquilamente por aí. Nem o ex-presidente Lula, mesmo sendo um político populista, tachado de ex-tudo (ex-presidiário, ex-corrupto e ex-lavador de dinheiro). Só lembrando, o ex-metalúrgico deixou a presidência da República com 87% da aprovação. Adoraria, hoje, ver Lula passeando pelas ruas do Brasil e testar sua popularidade.

No caso do pai do senador das rachadinhas e da mansão de 6 milhões de reais, a situação é ainda pior. Jamais conseguiu superar a barreira de 40% de aprovação – isso, no auge do auxílio emergencial de R$ 600 e com a pandemia relativamente controlada. Diante do quadro atual, Bolsonaro resistiria a um teste nas ruas? Queria ver também. Com certeza, seria ovacionado com vaias e ovos na testa.

Quando digo "teste", me refiro a um de verdade: Vá Bolsonaro fazer uma visitinha aos hospitais superlotados, como ousou fazer o novo ministro, Marcelo Queiroga, a quem o devoto da cloroquina chama de Quiroga. Aliás, em mais de um ano de coronavírus no Brasil, o maníaco do tratamento precoce jamais visitou um hospital.

O novo bibelô da Saúde se aventurou a conhecer uma unidade de atendimento e foi devidamente saudado. Queiroga recebeu as honrarias destinadas ao chefe, coitado. Ouviu: "menos cloroquina, mais vacina, Bolsonaro genocida". Bem feito! Quem mandou aceitar o pior emprego do planeta na atualidade?

O verdugo do Planalto Central adora posar de valentão; cabra-macho. Seus pimpolhos também. Um bando de bundas-moles. A grande verdade, é que, nenhum deles dispensa seguranças e tampouco frequentam ambientes que não sejam controlados, leia-se, infestados de bolsominions robotizados. O clã das rachadinhas jamais escapará da história que construíram.

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