Política Encontro Casual

Encontro entre Eduardo Bolsonaro e Junior Bozella termina na delegacia

Já segundo o "zero-três", como é conhecido Eduardo, o que houve foi um 'encontro casual que deu errado'.

Por Hélder Loureiro Pegado

30/04/2021 às 16:42:31 - Atualizado h√°

Um encontro inesperado entre os deputados Eduardo Bolsonaro e Junior Bozzella, ambos do PSL de S√£o Paulo, no aeroporto de Congonhas, nesta sexta-feira, (30), terminou com o registro de um boletim de ocorr√™ncia na Polícia Civil do Estado de S√£o Paulo. Segundo Bozzella, o filho do presidente Jair Bolsonaro o teria amea√ßado de morte durante o desembarque de um voo que trazia ambos de Brasília. J√° segundo o "zero-tr√™s", como é conhecido Eduardo, o que houve foi um 'encontro casual que deu errado'.

Bozzella, hoje vice-presidente nacional do PSL, faz parte de uma ala no partido que antagoniza com o grupo mais próximo ao presidente Jair Bolsonaro. Tal divis√£o é percebia na C√Ęmara, onde deputados como o presidente nacional do partido, Luciano Bivar (PSL-PE) e Joice Hasselmann (PSL-SP) t√™m perfis mais críticos ao presidente, contrastando com figuras no mesmo partido como Carla Zambelli (PSL-SP) e Bibo Nunes (PSL-RS).

A animosidade entre estes grupos teria evoluído para a amea√ßa, segundo Bozzella. Em uma entrevista ao site 'O Antagonista', o deputado representante da baixada santista disse que foi surpreendido no desembarque do voo por amea√ßas de morte. "Pessoas que presenciaram o momento afirmaram que ele disse que me mataria se tivesse uma faca", disse Bozzella.

Eduardo Bolsonaro negou que o encontro teria ocorrido assim, e foi à polícia paulista expor sua vers√£o dos fatos.

Para Eduardo, tudo n√£o passa de invencionice de seu colega parlamentar. Ao desembarcar no aeroporto, ele teria visto Bozella e tentado cumpriment√°-lo, sendo prontamente ignorado. "A vítima recusou-se a faz√™-lo em raz√£o de diverg√™ncias passadas", declarou Bolsonaro à Polícia Civil. O parlamentar também disse à polícia estranhar que n√£o houvessem testemunhas ou filmagens que comprovassem uma amea√ßa.

Para Bozzella, caso revela terrorismo bolsonarista

Ao Congresso em Foco, Bozzella disse que a manifesta√ß√£o de Eduardo Bolsonaro busca alterar os fatos. "Eles usam deste expediente para poder inverter as atitudes deles", disse. O deputado n√£o se revelou surpreso com a decis√£o de seu desafeto de ir à delegacia pelo ocorrido.

Bozzella credita a suposta amea√ßa à sua a√ß√£o contra o chamado "gabinete do ódio" em S√£o Paulo, que seria comandado por Bolsonaro e seus apaniguados na Assembleia Legislativa do estado (Alesp).O deputado também se mostrou irritado porque o presidente da C√Ęmara, Arthur Lira (PP-AL), teria retirado sua escolta. "E est√° tudo documentado. Ele retirou minha escola por que? Só porque eu apoiei o Balei Rossi?", questionou o deputado.

"N√£o é porque o deputado Eduardo Bolsonaro foi eleito com dois milh√Ķes de votos que ele est√° acima da lei, que ele fique dando senha para que a sociedade se revolte contra A,B,C,D ou F, para que este possa ser agredido no meio da rua. Eu tenho família, tenho esposa, pai, m√£e e irm√£s, ent√£o precisamos dar um basta neste terrorismo imposto pelos bolsonaristas."

Fonte: Congresso Em Foco
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