Polícia Em Depoimento

Marido diz que juíza paraibana cometeu suicídio; peritos contestam local do crime

Prima da vereadora de Campina Grande Ivonete Ludgério (PSD), Mônica era natural de Barra de Santana e atuava no estado do Rio Grande do Norte.

Por Hélder Loureiro Pegado

17/05/2022 às 18:51:01 - Atualizado há

Em depoimento à Polícia Civil do Pará, João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior afirmou que teve uma discussão com sua esposa e que é dono da arma usada na morte da juíza paraibana Mônica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira. Ela foi encontrada morta dentro de um veículo no estacionamento de um prédio nesta terça-feira (17), em Belém, capital do Pará.

Prima da vereadora de Campina Grande Ivonete Ludgério (PSD), Mônica era natural de Barra de Santana e atuava no estado do Rio Grande do Norte.

O corpo dela, apresentava um ferimento por arma de fogo, foi encontrado e levado pelo próprio companheiro, o juiz João Augusto, à delegacia.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 22h30 da segunda-feira (16), João discutiu com Mônica sobre o relacionamento. Após a discussão, Mônica "arrumou suas coisas e desceu, informando que iria viajar".

No depoimento, João Augusto informou que na manhã desta terça-feira (17) não achou a chave do carro. Então, ele pegou uma chave reserva e seguiu em direção à garagem do prédio. Ao chegar lá, ele teria visto que o veículo estava estacionado e com a porta aberta.

O magistrado disse no boletim de ocorrência que "ao se aproximar do carro, percebeu que sua esposa tinha cometido suicídio e, para isso, usou a arma de fogo" do próprio juiz, que "sempre fica guardada dentro do carro".

Após prestar depoimento, João Augusto foi liberado e informou também que o caso segue em sigilo.


Peritos contestam depoimento de juiz sobre local onde caso ocorreu

Após diligências no local, os peritos da PCP disseram que o caso, de fato, não teria ocorrido no prédio que fica na avenida Gentil Bittencourt. A administração do condomínio confirmou que o juiz morou lá, mas havia saído há pelo menos cinco anos. Não havia nenhum registro de entrada ou saída do casal, nem como moradores e nem como visitantes. O condomínio nem mesmo conhece a juíza Monica e nenhum funcionário ouviu o barulho de um tiro.


A Polícia Científica do Pará contestou o local informado sobre a morte da juíza Monica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira. Segundo o juiz João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior, ele a encontrou morta, dentro do carro dele, no estacionamento do edifício Rio Miño, que fica na avenida Gentil Bittencourt, nº 1226. A administração do condomínio também negou que o casal morasse lá ou mesmo tivesse estado no local.

Fonte: Redação, com G1/PA
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