Polícia Mônica Maria Andrade

Juíza será velada em Campina Grande e família pede explicações: "Justiça seja feita"

Mônica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira foi encontrada morta no Pará, na manhã desta terça-feira.

Por Hélder Loureiro Pegado

17/05/2022 às 21:33:58 - Atualizado há

A vereadora de Campina Grande Ivonete Ludgério, prima da juíza Mônica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira se manifestou após saber da morte da magistrada. A juiza foi encontrada morta no carro do marido e ele mesmo levou o corpo para a Divisão de Homicídios, em Belém do Pará. Ivonete falou sobre o choque que a família teve ao saber da tragédia e fez um apelo para que os pontos ainda não explicados sejam esclarecidos pela polícia.

"Desconfiamos de primeira, porque ele conhece a lei e sabe que você não pode mexer na cena do crime. E ele mesmo saiu dirigindo e foi para uma delegacia. Então nós, a partir daí, já começamos a desconfiar. Cada vez que ele dá uma versão, é uma versão diferente. A gente sabe que ele deve estar muito estressado, nervoso, mas mesmo assim a gente precisa saber a verdade", disse.

A juíza Mônica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira nasceu em Barra de Santana na Paraíba. Ela tinha 47 anos e era titular da Vara Única de Martins, no Rio Grande do Norte, onde ocupava a diretoria do fórum. Os parentes contaram que Mônica e João Augusto já tinha um relacionamento de dois anos e quase um ano de casados. Ela viajava com frequência até Belém. Um parente da juíza e um advogado criminal já estão a caminho do Pará.

"Ela era uma mulher que amava a vida, a família, os filhos. O que nós esperamos é que a justiça seja feita, seja qual tenha sido o motivo dessa tragédia", finalizou Ivonete Ludgério.

Até a noite desta terça-feira (17), corpo da juíza ainda estava no Instituto Médico Legal (IML) de Belém aguardando a chegada de parentes para ser liberado. De acordo com a família, o velório deve ser em Campina Grande e o enterro em Barra de Santana, na Paraíba. A juiza deixou dois filhos do primeiro casamento.

Saiba mais sobre o caso

O corpo da juíza paraibana Mônica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira foi encontrado com um ferimento feito por arma de fogo dentro de um carro, na manhã desta terça-feira (17), no Pará. O próprio companheiro da vítima, o juiz João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior, levou o corpo de Monica para a Divisão de Homicídios da Polícia Civil, em Belém. Apesar de estar na capital paraense, a paraibana atuava no Rio Grande do Norte.

Em depoimento à Polícia Civil do Pará, o juiz João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior afirmou que teve uma discussão com sua esposa e que é dono da arma usada na morte de juíza paraibana.

Segundo o boletim de ocorrência, por volta das 22h30, da segunda-feira (16), João Augusto Júnior "teve uma pequena discussão acerca do relacionamento" com a juíza Mônica de Oliveira. Após a discussão, Mônica "arrumou suas coisas e desceu, informando que iria viajar".

No depoimento, João Augusto informou que na manhã desta terça-feira (17) não achou a chave do carro. Então, ele pegou uma chave reserva e seguiu em direção à garagem do prédio. Ao chegar lá, ele teria visto que o veículo estava estacionado e com a porta aberta.

O magistrado disse no boletim de ocorrência que "ao se aproximar do carro, percebeu que sua esposa tinha cometido suicídio e, para isso, usou a arma de fogo" do próprio juiz, que "sempre fica guardada dentro do carro".

O juiz relatou ainda que ela teria cometido suicídio dentro do seu carro que estava na garagem do prédio onde ele reside, no edifício Rio Miño, no bairro Nazaré. Após isso, ele alega ter dirigido até a Divisão de Homicídios.

Após prestar depoimento, João Augusto foi liberado e informou também que o caso segue em sigilo. A Polícia Civil do Pará informou que o caso é investigado pela Divisão de Homicídios e que "está adotando todas as medidas cabíveis para a elucidação do ocorrido".

João Augusto é juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de Belém, ligada ao Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA). O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) disse que ainda não vai se manifestar sobre o caso.

Peritos contestam depoimento de juiz sobre local onde ocorreu a morte da juíza

A Polícia Científica do Pará contestou o local informado sobre a morte da juíza Monica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira. Segundo o juiz João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior, ele a encontrou morta, dentro do carro dele, no estacionamento do edifício Rio Miño, que fica na avenida Gentil Bittencourt, nº 1226. A administração do condomínio também negou que o casal morasse lá ou mesmo tivesse estado no local.

Após diligências no local, os peritos da PCP disseram que o caso, de fato, não teria ocorrido no prédio que fica na avenida Gentil Bittencourt. A administração do condomínio confirmou que o juiz morou lá, mas havia saído há pelo menos cinco anos. Não havia nenhum registro de entrada ou saída do casal, nem como moradores e nem como visitantes. O condomínio nem mesmo conhece a juíza Monica e nenhum funcionário ouviu o barulho de um tiro.

O juiz morava no edifício Real Dream, que fica na travessa Três de Maio. A PCP então foi o local, ainda pela manhã, para analisar a cena do caso.

Fonte: Com Portal T5
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