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Jornalismo de luto: Morre escritor e jornalista Sitônio Pinto; áudio

Escritor e jornalista, Sitônio Pinto também atuou como publicitário com passagens em grandes agências do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife.

Por Hélder Loureiro Pegado

21/06/2022 às 19:04:17 - Atualizado há

A imprensa paraibana sofre mais uma perda nesta terça-feira (21) com a morte do escritor e jornalista Sitônio Pinto, aos 77 anos, em João Pessoa.

Otávio Augusto Sitônio Pinto foi colunista do "A União", jornal oficial do Governo do Estado da Paraíba e um dos veículos da Empresa Paraibana de Comunicação. Militante do jornalismo, também teve passagens nos extintos jornais Correio da Paraíba e O Norte.

Escritor e jornalista, Sitônio Pinto também atuou como publicitário com passagens em grandes agências do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife. São de sua lavra os slogans: "Onde o sol nasce primeiro" (marca da Paraíba) e "Lula-Lá" que foi utilizado como carro-chefe da propaganda eleitoral do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, nas campanhas de 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006.

Natural de Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba, é membro da Academia Paraibana de Letras e tem vários livros publicados, além de crônicas, contos, poemas e ensaios. Publicou os seguintes livros: Collor, a Raposa do Planalto (artigos); Caminhos de Toboso (poesias); Deliciosos (crônicas); A dança do urubu (contos); Sessão das bruxas (crônicas); Sivuca (biografia); Banquete (teatro) e Dom Sertão, Dona Seca, um ensaio sobre o "Sair" (Semiárido Irregular).

Dom Sertão, Dona Seca

Relembre uma entrevista concedida pelo jornalista, no dia 24 de maio de 2016, a radio CBN. Na ocasião, Otávio Sitônio Pinto falou do lançamento de seu livro "Dom Sertão, Dona Seca". O material traz conclusões inéditas sobre o semiárido brasileiro que desmistificam conceitos e preconceitos sobre a região caracterizada pela seca.

Perfil

Otávio Augusto Pereira Sitônio Pinto, filho de Otávio Pinto e de dona Carmélia Pereira Sitônio, nasceu em Princesa Isabel, no Sertão paraibano, em 06 de maio de 1945, mais precisamente na "Rua Nova", na casa de sua prima Domitila Carlos de Andrade, que era prima carnal de sua avó Joana Pereira Lima Sitônio, irmã do coronel José Pereira Lima. É casado com a enfermeira de nível superior, Ilka Soares da Silva, com quem tem uma filha chamada Mira-Céli Soares Sitônio. De uniões anteriores, tem os filhos: Raquel Sitônio Costa; Alexandre Monteiro e Tiago Medeiros Costa. Ainda bebê mudou-se com a família para a Capital do Estado da Paraíba pelo fato de seu pai haver concluído em Princesa, trabalhos de recenseamento para o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em Parahyba (até hoje Otávio Sitônio Pinto, que é sobrinho-neto do coronel Zé Pereira – que foi o promotor da chamada "Guerra de Princesa" – não cita o topônimo da Capital paraibana, que leva o nome do malfadado presidente que foi assassinado na "Confeitaria Glória" em 26 de julho de 1930, em Recife/PE), fez seus estudos primários no Colégio "Santa Rosália", sob a orientação da professora Adamantina Neves. Após concluir o ensino secundário, Otávio ingressou na Faculdade de Direito da UFPB - Universidade Federal da Paraíba onde se bacharelou em Ciências Jurídicas, porém, nunca exerceu a profissão do Direito.

Profissões

Após fazer concurso, foi aprovado e admitido no quadro de funcionários da Secretaria Estadual de Finanças para exercer o cargo de Auditor Fiscal. Militante do jornalismo, teve passagens nos jornais: "Correio da Paraíba"; "O Norte" e, até hoje mantém uma coluna no jornal "A União", às terças, quintas e sábados. Exerceu ainda a profissão de publicitário em Recife/PE e em Brasília. São de sua lavra os slogans: "Onde o sol nasce primeiro" (marca da Paraíba) e "Lula-Lá" que foi utilizado como carro-chefe da propaganda eleitoral do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, nas campanhas de 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006.

O intelectual

Escritor renomado no âmbito do estado da Paraíba, Sitônio Pinto publicou os seguintes livros: Collor, a Raposa do Planalto (artigos); Caminhos de Toboso (poesias); Deliciosos (crônicas); A dança do urubu (contos); Sessão das bruxas (crônicas); Sivuca (biografia); Banquete (teatro) e Dom Sertão, Dona Seca, um ensaio sobre o "Sair" (Semiárido Irregular). Segundo o jornalista Luiz Augusto Crispim, o livro "Dom Sertão, Dona Seca" – em grau de importância -, está para o Nordeste brasileiro como "Casa Grande & Senzala" do escritor pernambucano Gilberto Freyre está para o Brasil. Além dos títulos acima elencados, Otávio tem vários outros livros prestes a sair. Pelo contexto de sua obra, é membro efetivo da antiga Academia Pessoense de Letras (à qual pertenceu José Lins do Rego); da Academia Paraibana de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba. Foi dirigente Sindical e um dos organizadores do IV Festival de Música Popular Brasileira.

O ativista

Na qualidade de proprietário de terras (por herança) na área do garimpo de Cachoeira de Minas, em Princesa, administrou a fazenda da família – Varzinha -, onde era criador, agricultor e garimpeiro. Nessa condição, lutou contra grupos poderosos como Odebrecht; Mineração Nordeste e WMC – Wester Mining Corporation em defesa dos garimpos e dos garimpeiros de Princesa, empresa em que recebeu o apoio dos então deputados Aloysio Pereira Lima e Simão Almeida. Hoje, aposentado, reside na Capital do Estado e, pelo muito que representa para a literatura paraibana, ainda segundo Luiz Augusto Crispim, quando sua letra ganhar "grife editorial com sotaque de São Paulo ou do Rio, não vai faltar quem o compare a "Os Sertões" e a "Casa Grande & Senzala."". Pelo fato de elevar o nome de Princesa no campo da literatura e do jornalismo, por tudo isso, não poderíamos deixar de fazê-lo inscrito no rol dos princesenses ilustres.

Por Domingos Sávio Maximiano Roberto, em 22 de outubro de 2019.

Fonte: Redação, com WScom
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